segunda-feira, 29 de maio de 2017

hoje deixo-vos um link onde podem ler muita da minha poesia

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terça-feira, 8 de março de 2016

percorro o teu corpo ausente
num vaguear de memórias...

curvado sobre a terra
escuto o eco do meu grito solitário
enquanto nos meus dedos
corre o teu nome...

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

é preciso repartir a espera...

o aroma da tua boca
deixou silêncios súbitos
e memórias dos beijos
no meu ventre.

o desejo dilui-se por entre os dedos
e o poema inacabado
morre nas mãos do poeta



quarta-feira, 19 de novembro de 2014

fui noite
em tardes de neblina
pardacenta…

a inocência rasga
o ventre
do corpo que já foi meu…

procuro o atalho do tempo

e na clausura de mim
bebo a distância,
sombra dessa ausência,

que nos rouba a esperança.



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

jardim

florescem cheiros de luz
e sabores a terra molhada
neste jardim sem estações.

os corpos dançam o ritual das estátuas,
movimento sem rosto
nem prazer,
somente inocência
no sossego vertiginoso da penumbra...

a lua tranquila
mostra a nudez do sonho
enquanto as nuvens
acenam ao poeta
que caminha para lá do horizonte


foto de autor desconhecido

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

hoje preciso
da voz das estrelas
do perfume do universo
do sabor metafórico do desejo
do teu rosto de lábios urgentes…

e da nudez das palavras

que traz a infância do silêncio



foto de autor desconhecido




segunda-feira, 15 de setembro de 2014

folhagem

escrevo o poema
na dança da folhagem…

a brisa traz-nos o ocaso

é tempo de madrugadas insuspeitas
que escodem a memória dos afetos

agora somente acena o silêncio
em horizontes embaciados
pelos estilhaços do tempo